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Review “The Witcher” 1ª Temporada

"Dê um trocado para o seu bruxo, oh vale abundante, OH VALE ABUNDANTE, OOOOOO..."

Está disponível na Netflix a série The Witcher, protagonizada pelo nosso querido bruxeiro Geralt e inspirada na série de livros de Andrzej Sapkowski.

Geralt de Rivia (Henry Cavill), um caçador de monstros solitário, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas costumam se mostrar mais perversas do que monstros.

Meu Contexto

Embora eu acredite que boas obras não necessitam de materiais além delas mesmas para serem completas, quero antes de mais nada deixar o meu contexto em relação a outras mídias de The Witcher: Eu estou há 121323 anos lendo o primeiro livro, quando eu conseguir terminar certamente terá resenha aqui. Quanto aos jogos, joguei algumas horas do primeiro e estou em alguma das 84675 side quests do terceiro.

Com isso fora do caminho, vamos as minhas opiniões.

Impressões Gerais

The Witcher é um ótimo entretenimento. A série não tem dificuldade em segurar o público do início ao fim, sabendo muito bem alternar entre episódios standalone (episódios que iniciam e fecham um arco em si mesmos) e episódios que complementam a história principal.

As atuações certamente são um dos pontos altos da série. Quando a anunciaram, confesso que torci o nariz para a escalação de Henry Cavill para o papel principal, pois via muita dificuldade em imaginar ele como o personagem de poucas palavras e com cara de mal do jogo (porque vamos e venhamos o Henry Cavill é um fofo e por pior que os filmes sejam, pra mim ele foi um ótimo super homem).

Contudo, para a minha surpresa, ele ficou PERFEITO no papel! Gostei muito da atuação dele que apesar de não ser nada sensacional, fechou muito com o personagem e me fez lembrar muito os jogos. (Os “hummm” eram iguais ao bonequinho do jogo pistola com os aleatório pedindo favor).

O mesmo vale para a Anya Chalotra, atriz que interpreta Yannefer que deu vida a personagem de maneira espetacular e mais de uma vez roubou a cena na série me fazendo querer acompanhar a jornada dela mais do que a do Geraldo (Mals ai Geraldão).

A trilha sonora também é bem agradável, sabendo se fazer exaltar em momentos necessários e combinando muito bem com o tom da série. Isso sem falar na sensacional “Dê um trocado para o seu bruxo” (Toss a coin to your Witcher)que ganhou o coração da internet.

O Jaskier não precisava se esforçar tanto nessa música, mas ele se esforçou… ele fez isso por nós.

Humor

Uma das coisas que mais me agradou na série foi o seu humor. The Witcher é uma Dark Fantasy, acrescentar um humor ácido a esse gênero é uma ótima combinação, porém algo difícil de fazer, pois se você perder a mão pode acabar destoando do tom pré estabelecido pela obra e, se ficar no meio do caminho, pode só não ser engraçado.

A série não teve dificuldades nisso, pois uma de suas principais ferramentas para tal é a interação entre personagens completamente contrastantes como Geralt e, meu personagem favorito, Jaskier.

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Jaskier ofendidíssimo mandando Geraldo tirar uma soneca

Toda vez que os dois dividiam a tela, era certo que boas gargalhadas estavam por vir, tudo isso, sem que The Witcher perdesse nem um pouco do seu tom de Dark Fantasy.

Ação

Já aconteceu de séries da Netflix terem algumas coreografias um tanto bizarras de lutas e cenas de ação (vide o pavoroso punho de ferro) e até séries medievais de grande orçamento (como Game of Thrones) também sofrerem quando o assunto é luta de espadas.

Nesse quesito, The Witcher riu na cara de todo mundo. As cenas de luta são fantásticas, elas são muito bem coreografadas e filmadas de uma forma na qual é possível ver e entender os movimentos, dando a impressão de que se existissem mutantes como Geralt, certamente seria daquela forma que eles lutariam.

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Renfri e Geraldo botando pra quebrar

A cena de luta com a Renfri foi SENSACIONAL! Fazia muito tempo que não via uma luta de espadas tão boa em uma série, e como se não bastasse, ainda lembra muito a forma de combate do terceiro jogo.

Um novo Game of Thrones?

Antes da série ser lançada, vi muita gente falando que “The Witcher seria a Dark Fantasy que iria substituir Game of Thrones”.

Bom, não é. Nem sequer acho que tenta ser.

E sinceramente eu acho isso algo positivo. A gente realmente precisa de outro Game of Thrones AGORA? As coisas têm um ciclo, ainda está muito cedo e querer fazer algo parecido com outra coisa raramente é uma boa idéia.

Então não, The Witcher não tem nada a ver com Game of Thrones. É uma vibe bem diferente.

Considerações finais

Reforçando o que eu já disse anteriormente, a série é um bom entretenimento. Embora tenha seus momentos, ela não traz nada de inovador para quem já é acostumada com o gênero e não consegui notar nada que a faça se destacar muito das principais séries de Dark Fantasy e Fantasia Medieval dos últimos tempos.

Porém ela sabe o seu lugar no mundo e não tenta ser nada muito além do que é, o que torna a experiência agradável e divertida. Acabei a série em um final de semana e confesso que já estou com saudades.

No espectro 404 e Claquete16 de classificação de séries, eu a classificaria como sendo uma “Série Novela”.

Onde assistir?

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Netflix

Nota

Avaliação: 4 de 5.

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